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Itacoatiara pode servir como ponte para o transporte de petróleo refinado até Manaus

Com a venda da única refinaria do Norte do País, a Isaac Sabbá, localizada em Manaus, o município de Itacoatiara (a 175 quilômetros de Manaus)  pode ser usado como ponte para o transporte de derivados do petróleo até a capital.

Atualmente, cerca de 20% do combustível usado em Manaus é refinado na refinaria que aguarda o sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a conclusão de compra pelo grupo Atem.

O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) defendeu nesta quinta-feira (19) em discurso na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) que as empresas de combustíveis enxerguem o município de Itacoatiara como uma referência portuária viável após a venda da Refinaria de Manaus (Reman).

Na avaliação do parlamentar, não existe risco de aumento do preço dos combustíveis para o consumidor final dado que atualmente 80% dos hidrocarbonetos consumidos em Manaus são oriundos de outras partes do país.

“A refinaria de Manaus refina apenas 20% de petróleo, o resto já vem com o combustível pronto e eles vêm em navios de 80 milhões de litros, mas quando chega na época da seca. 40 milhões de litros ficam em Itacoatiara e só sobre com 40 milhões.

Itacoatiara abriga o entreposto de combustíveis do grupo Equador, alugado pela Petrobras. Foi essa estrutura que o Cade sugeriu que fosse usada pelas concorrentes da Atem após as quatro competidoras alegarem dano à concorrência.

Na semana passada, em parecer que liberou venda da Reman pela Atem, o Cade defendeu que, para atender suas bases no porto de Manaus, as outras fornecedoras precisariam trazer insumos de outras refinarias e até terminais e citou como exemplo o de Itacoatiara, Belém e Santarém, após no Pará.

O presidente do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Amazonas (Sindipetro-AM), Marcus Ribeiro disse que o uso da estrutura portuária de Itacoatiara é positiva para o município por conta da atração de investimentos, mas que do ponto de vista econômicos pode ser o estopim para disparada do preço da gasolina e do diesel.

O sindicalista defendeu que a venda seja revista pelo Cade. No início da semana, duas associações de petroleiros prometem recorrer da decisão que liberou a venda da Reman.

“Essa decisão de utilizar o porto de Itacoatiara pode ser até bom para a cidade, mas enfrenta a questão da logística. O quanto isso pode impactar no preço para o consumidor. A nossa logística daqui do Estado é totalmente diferente em relação às outras regiões. O caminho que a gente vê para solucionar isso é barrar a venda da refinaria de Manaus”, comentou Marcus.

Informações Acritica.com

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