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Crise na Petrobras irá tornar audiência com Sachsida “um bombardeio”

O ministro das Minas e Energia, Adolfo Sachsida, confirmou presença nesta terça em audiência pública na Câmara, numa sessão que envolve um pedido de quatro comissões da Casa – Finanças e Tributação, Fiscalização e Controle, Minas e Energia e Viação e Transportes.

Com a crise política envolvendo a estatal nos últimos dias, a sessão para ouvir Sachsida promete ser longa e tensa. Até a noite desta segunda estava confirmada sua presença. Para não ser convocado, o ministro aceitou convite para falar na Câmara.

Sachsida não deverá ter vida fácil na audiência. Um dos autores de sua convocação, o deputado Ivan Valente (PSol-SP) afirmou que o ministro será alvo de um “bombardeio” da oposição no encontro.

“Esse ministro é um privatista, um ultraneoliberal que tem o propósito de privatizar a Petrobras. Foi sua primeira declaração quando foi nomeado. Agora, dizem, o Lira e o Bolsonaro, que a Petrobras tem uma função social, mas querem privatizá-la. Terá que explicar também qual a política de preços dos combustíveis que ele propõe. O governo está desesperado com a alta dos combustíveis. Esse sujeito, esse ministro, será alvo de um bombardeio na audiência” – disse Ivan Valente.

Também autor de um dos convites para a convocação de Sachsida, o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) afirmou que o preço da gasolina e do diesel é o que mais afeta o bolso dos brasileiros e influencia diretamente na inflação.

“Na audiência na Câmara dos Deputados, não será diferente, ainda mais depois da divulgação que o governo recebeu, somente nos primeiros três meses de 2022, R$ 70 bilhões entre lucro, tributos e participações. É o dobro do montante recolhido no mesmo período de 2021, e, apesar das críticas do governo em relação à política de preços adotada pela Petrobras, não vemos nenhuma afirmação do governo dizendo que usará esse recurso para amenizar o valor pago pelos brasileiros. Joga para o Congresso onde se tem uma tramitação mais lenta” – disse Macris.

O parlamentar questiona se a Petrobras não está sendo usada politicamente.

“Há critica sobre a estatal, mas que não passa de uma atuação midiática, já que muito mais pode ser efetivamente feito pelo governo, no entanto, não é” – completou.

 

Informações Metropoles

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