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Com aumento da produção de motocicletas, Abraciclo aposta em mais contratações

Manaus – O crescimento da produção do Polo de Duas Rodas de Manaus resultou em mais 1,6 mil contratações de empregados em relação a antes da pandemia e o total chega a 13,7 mil, com perspectiva de ampliar esse número. O anúncio foi feito pelo presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), Marcos Fermanian, na manhã desta terça-feira (11), em Manaus.

“Um número bastante significativo que vem acompanhando o ciclo de crescimento da produção”, disse Fermanian, que fez a revisão para cima da estimativa de produção dos fabricantes até o fim do ano, com impacto positivo para os empregos.

De acordo com o dirigente, as empresas devem ampliar em 10,5% a produção, atingindo 1,32 milhão de motocicletas, contra a estimativa anterior da entidade, de crescimento de 7,9% e 1,29 veículos. “As unidades fabris retomaram o ritmo das linhas de montagem e registram crescimento sustentável durante o primeiro semestre”, explica.

“Somado a isso, temos um mercado com tendência de alta, com o avanço dos serviços de entrega (delivery), o maior uso da motocicleta nos deslocamentos urbanos, além do fator aumento dos preços dos combustíveis”, complementa.

Para Fermanian, outro fator que deverá contribuir para o aumento da produção é a redução de tributo, a partir de resolução que permite aos Estados zerar a cobrança do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para motos de até 170 cilindradas. A depender de cada Estado, os proprietários poderão ficar desobrigados de pagar o IPVA, a partir de 2023.

A resolução publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (11) está assinada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. “Essa medida deve aquecer o setor e contribui bastante com o consumidor que está bastante sofrido. Agora a nossa entidade vai procurar abrir diálogo com os governos estaduais para que, como essa medida é um prerrogativa do governo do Estado, para poder fazer publicações específicas para aderir a essa resolução”, afirmou o presidente da Abraciclo.

Sobre a alta dos juros, na casa dos dois dígitos anuais, o que encarece os empréstimos para a compra dos veículos, Fermanian disse que está “assustando os consumidores”, mas os agentes financeiros estão encontrando formas de oferecer crédito acessível, com parcelas mais baixas e parcelados em até 80 vezes.

Com a nova previsão da entidade, o segmento de motocicletas deve ficar próximo aos patamares alcançados em 2014. Naquele ano, foram produzidas 1.517.662 unidades. A Abraciclo também revisou as projeções para vendas no varejo e exportações. A nova perspectiva é de que os licenciamentos alcancem 1.260.000 unidades, crescimento de 8,9% na comparação com o ano passado (1.156.776 motocicletas emplacadas). Para as exportações, a estimativa é de que sejam embarcadas 56.000 motocicletas, o que corresponde a uma alta de 4,7% em relação às 53.476 unidades exportados em 2021.

Produção
No primeiro semestre foram produzidas 671.293 motocicletas no Polo de Manaus. O volume é 18% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (568.863 motocicletas). Segundo a Abraciclo, esse é o melhor resultado para os seis primeiros meses do ano desde 2015 (697.540 unidades).

Em junho, 101.695 motocicletas saíram das linhas de montagem, queda de 21,6% na comparação com maio (129.781 unidades) e de 3,6% em relação ao mesmo mês do ano passado (105.450 motocicletas). A retração já era esperada devido ao início das férias coletivas. “As fábricas aproveitam essa parada para realizar as manutenções e os ajustes necessários em suas linhas de montagem”, explica o executivo.

Vendas no varejo
No acumulado do ano, os licenciamentos totalizaram 636.565 unidades, aumento de 23,1% na comparação com o mesmo período de 2021 (517.154 motocicletas). Esse é o melhor desempenho para o primeiro semestre desde 2015 (641.707 unidades).

Em junho, foram emplacadas 120.841 unidades, o que corresponde a uma queda de 9,4% na comparação com maio (133.344 unidades). Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve alta de 13,3% (106.680 motocicletas).
A categoria mais licenciada foi a Street, com 59.364 unidades e 49,1% de participação no mercado. A Trail ficou em segundo lugar (24.213 motocicletas e 20% dos emplacamentos), seguida pela Motoneta (18.169 unidades e 15%).

 

 

Informações D24.com

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