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Empresário usou filho de 3 anos como laranja e movimentou R$ 1,5 mi

Uma engenharia criminosa envolvendo laranjas, empresas de fachada e intensa lavagem de dinheiro liderada pelo empresário Ronaldo de Oliveira, alcançou proporções surpreendentes ao incluir até mesmo o filho dele, na época com apenas 3 anos, nos crimes investigados pela Operação Old West, conduzida pela 18ª Delegacia de Polícia, em Brazlândia.

A investigação revelou que a criança possuía uma conta corrente em seu nome, movimentando mais de R$ 1,5 milhão entre agosto e outubro de 2019. A conta do menor registrava rápidas transações, envolvendo depósitos em dinheiro, transferências eletrônicas e pagamentos. Por questões legais, a identidade do menino será preservada.

 

O montante milionário creditado em nome do filho mais novo do empresário teve origem em 20 transferências eletrônicas da conta da empresa Oliveira Transporte e Turismo. Além disso, foram identificados depósitos feitos por Paulo Victor Viegas de Oliveira, outro filho de Ronaldo. Em paralelo, a polícia identificou sete saques em espécie, totalizando R$ 739 mil, realizados por Soraya Gomes da Cunha, companheira de Ronaldo.

A criança, atualmente com 8 anos, teve a conta aberta em 26 de junho de 2018, pouco após a deflagração da Operação Trickster, que investigou um esquema criminoso relacionado ao desvio de R$ 1 bilhão no sistema de bilhetagem eletrônica do extinto Transporte Urbano do DF (DFTrans).

A Operação Old West desvendou que após a prisão de Ronaldo no âmbito da Operação Trickster, o empresário desenvolveu um esquema sofisticado para lavar mais de R$ 31 milhões. Utilizando um supermercado operando sob diferentes CNPJs e contas poupança, sempre em nome de terceiros, Ronaldo lavou centenas de milhares de reais. A polícia afirma que um dos filhos do empresário figurava como proprietário do estabelecimento.

 

O supermercado, segundo as investigações, foi usado para ocultar a verdadeira propriedade de Ronaldo de Oliveira e dissimular os valores obtidos por meio de estelionato contra a administração pública e corrupção de agentes públicos. A organização criminosa, conforme apontado pela 18ª DP, envolve não apenas o empresário, mas também sua companheira, filhos, nora e cunhada.

 

*Com informações do site AM POST

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