Segundo a pesquisadora em geociências do SGB-CPRM, Jussara Cury, a previsão é que o rio Negro atinja a cota com um intervalo variando entre 26,58 e 27,70 m

O nível máximo que o rio Negro deve atingir em Manaus é de aproximadamente 27,14 metros, segundo previsões do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM). A previsão foi anunciada pelo órgão nesta quinta-feira (2) durante o 2º Alerta Cheias Amazonas.
Segundo a pesquisadora em geociências do SGB-CPRM, Jussara Cury, a previsão é que o rio Negro atinja a cota com um intervalo variando entre 26,58 e 27,70 m (considerando 80% de intervalo de
confiança). Este nível está abaixo da cota de inundação – nível em que as ruas do Centro de Manaus começam a ser atingidas pelo rio Negro, por exemplo.
Jussara Curry ressaltou que a subida do rio Negro em Manaus está dentro da normalidade e que isso implica diretamente que o cenário das enchentes dos últimos dez anos pode não se repetir em 2024.
Navegação no interior em alerta
Para Itacoatiara, a primeira previsão é que o rio Amazonas atinja um valor aproximado de 12,93 m, com um intervalo provável variando entre 12,59 e 13,28 m. A probabilidade de que o rio venha atingir a cota de inundação (de 14,00 m) é de 1% e é muito baixa probabilidade de atingir cota de
inundação severa (14,20 m) em Itacoatiara.
Já Parintins, a previsão é que o rio Amazonas atinja um valor aproximado de 7,15 m, com um intervalo provável variando entre 6,85 e 7,45. A probabilidade de que o rio venha atingir a cota de inundação em Parintins (de 8,43 m) é de 0,01% e é muito baixa a probabilidade de superar a cota de inundação severa (9,30 m) e a cota máxima (9,47 m em 2021).
A pesquisadora em geociências alerta que estes níveis podem indicar uma intensa vazante nestas estações. Com o nível dos rios abaixo do normal, as embarcoes podem enfrentar problemas de navegação durante o segundo semestre do ano.
Estiagem histórica ainda preocupa
O pesquisador do Censipam, Gustavo Ribeiro, que também estava presente no 2° Alerta Cheias Amazonas, explicou que os efeitos da estiagem severa que resultou em uma seca história no Estado ainda reflete no acumulado de chuvas deste ano.
Novas ferramentas
Durante o encontro, a diretora de hidrologia e gestão territorial do Serviço Geológico do Brasil, Alice Castilho também anunciou as novas tecnologias incorporadas pelo órgão que devem ajudar pesquisadores e outros órgãos de monitoramento como os da Defesa Civil do Amazonas.
A primeira novidade foi classificada pelo SGB-CPRM de “mancha de inundação”, após análises da grande cheia histórica de 2021.A ferramenta visa auxiliar no monitoramento de regiões que sofrem com inundações nos períodos de cheia.
A segunda tecnologia anunciada no evento foi a “altimetria por satélites”. Agora, o órgão consegue catalogar o nível dos rios em áreas onde não há estações por meio de imagens de satélites.
A diretora destaca que estes dados, apesar de terem um erro de margem, podem servir para análises de pesquisadores e auxiliar os trabalhos desenvolvidos pela Defesa Civil do Estado e municípios.


