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MP investiga falta de transporte escolar em comunidades rurais de Manicoré e cobra explicações da Prefeitura

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento preparatório para investigar a ausência de transporte escolar em comunidades rurais de Manicoré, no sul do estado. A medida foi adotada pela promotora de Justiça Ludmilla Dematte de Freitas Coutinho, por meio da Portaria de Instauração nº 2025/0000155203.02, após denúncias feitas por moradores e pelo Conselho Tutelar.

As representações apontam que alunos das comunidades Linha do Pito e Monte Sião, localizadas a cerca de 50 km do distrito de Santo Antônio do Matupi, estariam enfrentando dificuldades para frequentar as aulas devido à inexistência do serviço. A situação, segundo o MP, coloca em risco o direito fundamental à educação, garantido pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Na portaria, a promotora reforça que cabe ao poder público municipal assegurar o acesso igualitário e permanente às escolas, sem prejuízo ao calendário escolar.

Diligências iniciais

Entre as primeiras medidas, o MPAM determinou que a Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Manicoré informe, em até 10 dias:

  • Se há contrato vigente para transporte escolar contemplando as comunidades citadas;
  • Quais providências já foram adotadas;
  • Se existe cronograma para implementação do serviço.

A Prefeitura de Manicoré também foi notificada e deverá prestar esclarecimentos no mesmo prazo sobre a política municipal de transporte escolar nas áreas rurais.

Com a apuração, o MPAM pretende verificar eventuais omissões e adotar medidas para garantir que crianças e adolescentes tenham assegurado o direito ao acesso regular à educação.

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