O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), usou um tom direto e sem rodeios ao comentar sua relação com figuras centrais da política brasileira durante entrevista concedida nesta quarta-feira (17) ao jornalista Ronaldo Tiradentes. Em uma dinâmica descontraída proposta pelo apresentador que perguntava a quem o governador daria ou não um panetone de Natal, Wilson acabou escancarando divergências políticas, alianças e posicionamentos ideológicos.

De forma objetiva, o governador afirmou que não enviaria panetone ao senador Eduardo Braga (MDB) nem ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sobre Braga, Wilson Lima disse que existem divergências claras e episódios de ataques pessoais ao longo de sua trajetória política. Ainda assim, ressaltou que mantém respeito institucional pelo senador e reconheceu sua relevância para o Amazonas, mas deixou claro que a relação política não é amistosa.
Em relação ao presidente Lula, Wilson Lima adotou um discurso mais curto, porém igualmente firme. Disse respeitar o cargo ocupado pelo petista, mas reforçou que não há alinhamento político suficiente para um gesto simbólico de aproximação.
Por outro lado, o governador foi mais generoso ao listar os nomes que receberiam o tradicional panetone natalino. Entre eles estão o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), o vice-governador Tadeu de Souza (Avante), além dos pré-candidatos ao Governo do Amazonas, a professora Maria do Carmo (PL) e o senador Omar Aziz (PSD). A escolha evidencia uma estratégia de diálogo com diferentes campos do cenário político local, inclusive possíveis adversários eleitorais em 2026.
No plano nacional, Wilson Lima também sinalizou claramente sua posição ideológica. Ele afirmou que enviaria panetone ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ao comentar a situação do ex-chefe do Executivo, o governador declarou que Bolsonaro estaria sendo vítima de uma injustiça, após condenação pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e prisão por suposta tentativa de golpe de Estado.
Para Wilson Lima, Jair Bolsonaro continua sendo “o nome que mais representa a direita” no Brasil, reforçando seu alinhamento político com o campo conservador. A declaração, ainda que feita em tom informal, carrega peso político e ajuda a desenhar o posicionamento do governador no xadrez nacional e regional, especialmente em um momento de pré-articulação para as eleições de 2026.
Fonte: AM POST.


