A Justiça do Amazonas decretou, em decisão liminar, o divórcio dos deputados federais Silas Câmara e Antônia Lúcia, figuras de destaque da Assembleia de Deus e da bancada evangélica no Congresso Nacional. A decisão foi proferida no último dia 9 de dezembro pela juíza Aurea Lina Araújo, da 1ª Vara de Família de Manaus.

O processo, registrado sob o número 0702668-48.2025.8.04.1000, encerra oficialmente o vínculo conjugal do casal, que por anos manteve forte influência política e religiosa na região Norte e em Brasília. A magistrada fundamentou a decisão no princípio do direito potestativo, segundo o qual a manifestação de vontade de apenas um dos cônjuges é suficiente para a dissolução do casamento, sem necessidade de comprovação de culpa ou cumprimento de prazos.
De acordo com a decisão, o divórcio foi concedido em caráter liminar, o que garante efeitos imediatos à separação civil, independentemente do prosseguimento de outras discussões no processo, como eventual partilha de bens ou questões patrimoniais.
O rastro do escândalo
O rompimento judicial ocorre após uma série de episódios que ganharam repercussão pública e abalaram a imagem do casal, tradicionalmente associado a discursos conservadores e à liderança religiosa. O que antes era mantido restrito aos bastidores dos templos e dos gabinetes parlamentares acabou transbordando para o Judiciário, expondo conflitos internos e desgastes políticos.
Silas Câmara é um dos principais líderes da bancada evangélica na Câmara dos Deputados e possui longa trajetória ligada à Assembleia de Deus. Antônia Lúcia também construiu carreira política associada ao segmento evangélico, com atuação marcada por pautas conservadoras e forte presença junto ao eleitorado religioso.
Fonte: AM POST.


