Problema está relacionado a um revestimento especial aplicado à parte inferior da espaçonave Orion, chamado escudo térmico. Trata-se de um componente crucial projetado para proteger os astronautas de temperaturas extremas durante a descida de volta à Terra.
Essa parte vital da espaçonave Orion é quase idêntica ao escudo térmico usado na missão Artemis I, um voo de teste não tripulado de 2022. A espaçonave Orion dessa missão anterior retornou do espaço com o escudo térmico marcado por danos inesperados, o que levou a Nasa a investigar o problema.
E embora a Nasa esteja prestes a liberar o escudo térmico para o voo, mesmo aqueles que acreditam que a missão é segura reconhecem que existem riscos desconhecidos envolvidos.
“Este é um escudo térmico defeituoso”, disse o Dr. Danny Olivas, ex-astronauta da Nasa que fez parte da equipe de revisão independente nomeada pela agência espacial para investigar o incidente. “Não há dúvida: este não é o escudo térmico que a Nasa gostaria de fornecer aos seus astronautas.”
Ainda assim, Olivas disse acreditar que, após anos analisando o que deu errado com o escudo térmico, a Nasa “tem a solução para o problema”.

Ao concluir a investigação há cerca de um ano, a Nasa determinou que a cápsula Artemis II Orion voaria sem alterações, acreditando que poderia garantir a segurança da tripulação alterando ligeiramente a trajetória de voo da missão.
Em um comunicado à CNN na sexta-feira, a Nasa afirmou que a agência “considerou todos os aspectos” ao tomar essa decisão, observando que também existe “incerteza inerente ao desenvolvimento e à qualificação dos processos de alteração do processo de fabricação dos blocos ablatores Avcoat”.
Com informações: CNN BRASIL


