O suspeito de matar Alana Arruda Pereira, identificado como Emerson Mendes, deixou a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) na manhã desta quinta-feira (29), em Manaus, para realizar exame de corpo de delito. Ao falar com a imprensa, Emerson afirmou que agiu em legítima defesa e negou que o crime tenha sido premeditado.

Segundo o próprio suspeito, ele vinha sendo ameaçado pela vítima e temia pela própria vida. Emerson declarou que, no dia do crime, Alana teria feito uma ameaça direta antes da agressão. “Eu agi em legítima defesa. Ela disse que só ia sossegar, que só ia se aquietar quando me matasse”, afirmou.
A Polícia Civil informou que a versão apresentada pelo suspeito será analisada junto com outros elementos da investigação, como depoimentos, imagens e laudos periciais, para esclarecer as circunstâncias do homicídio ocorrido na zona sul da capital.
Versão do irmão do suspeito
Além da fala de Emerson, o irmão dele, Diego Mendes, também conversou com equipes de reportagem em frente à DEHS. Diego reforçou a tese de que o suspeito vivia sob constantes ameaças e relatou que o comportamento de Alana se tornava agressivo quando ela consumia bebida alcoólica.
“Ela ameaçava ele direto. Quando bebia, se transtornava. Toda vez que encontrava o Emerson, dizia que ia matar ele. Teve situação em que homens armados foram atrás do meu irmão a mando dela”, declarou Diego Mendes.
Histórico de conflitos e investigação
O caso ganhou repercussão após a divulgação de vídeos que mostram discussões e agressões entre Alana e Emerson dias antes do crime. Em entrevista anterior, a mãe da vítima afirmou que a filha estava embriagada em uma das confusões registradas em vídeo e que havia retornado de um passeio pouco antes do episódio.
A DEHS segue investigando o caso para determinar se houve, de fato, legítima defesa ou se o crime se enquadra em outra tipificação penal. Novas testemunhas ainda devem ser ouvidas, e o inquérito segue em andamento.
Fonte: AM POST.


