Maranhão – O desaparecimento dos irmãos Allan Michael, de 4 anos, e Ágatha Isabelly, de 6 anos, completa um mês nesta quarta-feira (4). As crianças foram vistas pela última vez no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão. Anderson Kauan, de 8 anos, desapareceu com os primos, mas foi encontrado por carroceiros em uma estrada no povoado Santa Rosa, vizinho ao que havia desparecido, no dia 7 de janeiro.

Anderson passou 14 dias internado e, após ter recebido alta, mostrou aos policiais o caminho que percorreu com os primos até uma cabana abandonada, próxima às margens do rio Mearim.
Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, Coronel Célio Roberto, localizar Anderson Kauan mudou as rotas de busca. O menino disse em depoimento que se perdeu após levar os primos até um pé de maracujá. Ao tentar retornar para a casa da avó, percorreram um pouco mais de três quilômetros de mata fechada por dois dias até encontrarem uma “casa caída”.
Kauan decidiu deixar as outras duas crianças para voltar e buscar ajuda, quando foi encontrado pelos carroceiros.
Buscas no Maranhão e pista falsa em SP
Desde o desaparecimento, a área de buscas, de cerca de 54 quilômetros quadrados, é marcada por mata de vegetação fechada, terreno é irregular, com poucas trilhas, difícil acesso, açudes, rio Mearim e lagos.
Além disso, militares da Marinha estão usando o equipamento de sonar para fazer a varredura no rio em busca de vestígios das crianças. O equipamento mapeia áreas submersas, produzindo imagens do fundo do rio ou do mar, mesmo em locais com pouca visibilidade.
De acordo com a Secretaria de Segurança do Maranhão, as equipes das forças de segurança e voluntários estão focadas em duas regiões: o povoado de São Sebastião dos Pretos, onde as crianças moram, e o povoado Santa Rosa, onde Kauan foi localizado.
As operações de busca são coordenadas pela Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Os agentes utilizam cães farejadores, helicópteros e um efetivo por terra na região.
No dia 24 de janeiro, uma denúncia anônima indicou que Ágatha e Allan foram vistas em um hotel na República, no centro da cidade de São Paulo. Após investigação, a Polícia Civil informou que não se tratava dos irmãos desaparecidos.
Mãe fala em tráfico de crianças
Em entrevista ao canal do jornalista Paulo Mathias, a mãe das crianças, Clarice Cardoso, afirmou que os filhos foram sequestrados e que acredita que eles possam ter sido vítimas de tráfico humano. Clarice disse que não acredita no envolvimento de alguém da comunidade no sumiço das crianças.
Fonte: D24am


