Lucila Meireles Costa, de 42 anos, investigada por atuar como falsa advogada em um esquema ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV), morreu dentro do sistema prisional no estado do Piauí. A mulher chegou a ser socorrida após passar mal na Penitenciária Feminina de Teresina, mas não resistiu.

Segundo a Secretaria de Justiça do Piauí, Lucila estava internada desde o dia 19 de maio em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da capital. O Instituto Médico Legal (IML) apontou que a causa da morte estaria relacionada a complicações de saúde, incluindo diabetes descompensada, além de problemas metabólicos e respiratórios.
Relatórios da unidade prisional também indicaram que a investigada apresentava sintomas psiquiátricos graves durante o período em que esteve presa. De acordo com os documentos, ela sofria com alucinações, delírios e episódios de confusão mental, chegando a afirmar que estaria sendo perseguida e ameaçada por outras detentas.
Lucila era alvo de investigações relacionadas à Operação “Erga Omnes”, deflagrada em fevereiro deste ano em Manaus. A ação policial apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e financiamento do tráfico de drogas com atuação no Amazonas e ligação com integrantes do Comando Vermelho.
As investigações apontam que o grupo movimentou cerca de R$ 70 milhões em operações consideradas suspeitas ao longo de quatro anos, envolvendo traficantes, empresários e supostos agentes públicos.


