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Após crise com Michelle, Flávio Bolsonaro escala esposa para atrair eleitorado feminino

Antes do estremecimento na família, a cúpula do PL contava com Michelle Bolsonaro como a principal interlocutora e ponte da chapa junto ao eleitorado feminino. Contudo, após Michelle sinalizar que não pretende fazer campanha para o enteado — em meio a acusações de que teria sido maltratada por ele —, a equipe de marketing político de Flávio precisou reorganizar as peças.

O uso da imagem de Fernanda ganhou prioridade máxima nos bastidores. Perfis oficiais foram criados no Instagram e no X para humanizar o candidato, vendendo a imagem de Flávio como um político mais moderado, equilibrado e ligado à família. O deputado federal Eduardo Bolsonaro também entrou no circuito para ajudar a engajar o nome da cunhada entre as bases conservadoras na internet.

Como será a atuação prática de Fernanda Bolsonaro na pré-campanha?
Fernanda, que é casada com o senador desde 2010 e tem duas filhas, passará a acompanhar o marido em agendas e reuniões de trabalho com grupos femininos. Sua profissão como especialista em ortodontia e ortopedia facial adulta e infantil servirá de base técnica para a formulação de diretrizes na área de saúde.

A campanha também planeja explorar o papel de Flávio como “pai de meninas”. A tática busca construir um contraponto sutil a falas do passado de Jair Bolsonaro, como a célebre declaração de que teria dado “uma fraquejada” ao gerar uma filha após quatro homens.

Quem são as cotadas para assumir a Vice-Presidência na chapa?
A ampliação do diálogo com as eleitoras também deve passar pela escolha da composição da chapa ao Palácio do Planalto. A indicação de uma mulher para a Vice-Presidência é um consenso dentro do comitê.

Atualmente, três nomes figuram com força nas discussões da legenda:

Julia Zanatta (PL-SC): Deputada federal alinhada às bandeiras bolsonaristas;

Bia Kicis (PL-DF): Deputada federal influente na ala jurídica e ideológica;

Daniella Marques (Republicanos): Ex-presidente da Caixa Econômica Federal que já vem prestando auxílio direto ao senador.

Qual é o histórico judicial que envolve o nome de Fernanda Bolsonaro?
A maior exposição pública de Fernanda também traz de volta ao debate menções de seu nome nas investigações do caso das “rachadinhas”, esquema de desvio de salários no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Embora o processo tenha sido totalmente arquivado e as provas anuladas pelo STF e pelo STJ em 2021, adversários políticos costumam resgatar o caso.

À época das apurações, quebras de sigilo apontaram que o assessor Fabrício Queiroz havia feito depósitos em dinheiro vivo que somavam R$ 45 mil em contas de Fernanda, coincidindo com as datas de pagamento da entrada e de parcelas de uma cobertura adquirida pelo casal no Rio. A defesa sempre negou quaisquer irregularidades nas transações.

Pilar da Experiência Regional (E-E-A-T): A reorganização da pré-campanha da direita expõe a urgência do partido em conquistar o público feminino, que historicamente apresenta maior resistência aos candidatos do espectro conservador. Para as lideranças partidárias no Amazonas ligadas ao bolsonarismo, a ausência de Michelle nos palanques regionais altera os arranjos de comícios e carreatas previstos para Manaus. Diante disso, o lançamento do programa “Brasil Por Elas” e a introdução de propostas de saúde pública tornam-se ferramentas essenciais para tentar unificar o voto feminino conservador no interior e na capital do estado.

 

Fonte: AM POST. 

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