O policial militar Ederson Oséias Cordeiro Lira foi condenado a 17 anos, 2 meses e 8 dias de prisão pela morte de Kennedy Cardoso de Miranda, de 22 anos, durante uma confraternização de Natal em Manaus.
O julgamento aconteceu na 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus e foi concluído na quinta-feira (3), após dois dias de sessão. Os jurados consideraram o policial culpado por homicídio qualificado por motivo fútil.

O crime aconteceu na madrugada de 25 de dezembro de 2024, em uma residência no bairro Colônia Terra Nova II, na Zona Norte da capital. Kennedy havia viajado de Autazes para Manaus para passar o Natal com a família da namorada.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Ederson chegou ao local armado e aparentemente embriagado. Durante a confraternização, houve uma discussão e, em seguida, o policial sacou a arma e efetuou disparos contra Kennedy, que foi atingido na cabeça.
O jovem ainda foi socorrido e levado ao SPA Danilo Corrêa, mas não resistiu aos ferimentos.
Durante o julgamento, a defesa sustentou teses como legítima defesa e pediu a desclassificação do crime. O Conselho de Sentença, porém, reconheceu a responsabilidade do réu pela morte de Kennedy.
O policial também respondia pela tentativa de homicídio de outras duas pessoas que estavam na residência. Nesse caso, os jurados decidiram pela absolvição.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou a perda do cargo público que Ederson ocupava na Polícia Militar do Amazonas. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
A sentença também determinou o início imediato do cumprimento da pena. Ederson já estava preso preventivamente desde o período posterior ao crime e, por isso, não poderá recorrer em liberdade. Da decisão ainda cabe apelação.


