Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, foi preso na Paraíba após tentar despistar policiais usando roupas femininas e carregando uma criança. Conhecido como “Lázaro da Paraíba”, ele é investigado por uma série de homicídios na região Nordeste e teria confessado participação em pelo menos 80 assassinatos.

A prisão ocorreu após um jovem de 18 anos ser morto em uma praça pública. Segundo as informações da investigação, após ser cercado pelos policiais, Jorlan teria trocado de roupa e tentado se passar por outra pessoa para escapar da abordagem, mas acabou localizado e detido.
Durante o interrogatório, o suspeito afirmou que teria cometido o primeiro homicídio aos 13 anos, após um ataque contra o pai. Ele também negou envolvimento com facções criminosas e declarou que as pessoas assassinadas estariam relacionadas a atividades ilícitas.
A versão, porém, é contestada pelas próprias investigações. Conforme os levantamentos realizados até o momento, entre as vítimas atribuídas ao suspeito haveria pessoas sem qualquer envolvimento com atividades criminosas.
A polícia ainda trabalha para confirmar quais dos homicídios mencionados por Jorlan poderão ser comprovados por meio de provas e outras etapas da investigação. O número de crimes atribuídos a ele, portanto, ainda pode ser alterado conforme o avanço das apurações.
Mesmo diante das acusações, Jorlan teria afirmado durante o interrogatório que não representa perigo para a sociedade e se descrito como uma “pessoa boa”.
O suspeito permanece à disposição da Justiça e poderá responder pelos crimes que forem comprovados ao longo da investigação. No Brasil, a legislação estabelece em 40 anos o tempo máximo de cumprimento de pena privativa de liberdade.


