A cabo da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Gizele Santos de Brito, é procurada pelas autoridades suspeita de envolvimento na morte de Luiz Henrique Oliveira do Nascimento, de 27 anos, conhecido como “Balão”. O jovem foi morto a tiros durante uma confusão em um bar, na madrugada desta sexta-feira (9). Até a divulgação das informações, a policial ainda não havia sido localizada.
De acordo com relatos de testemunhas registrados no boletim de ocorrência, a confusão começou após uma discussão entre mulheres no estabelecimento, supostamente motivada por ciúmes. A situação evoluiu para agressões físicas e teria se aproximado da mesa onde Henrique estava com amigos.
Segundo uma das versões apresentadas, o jovem tentou intervir para proteger uma amiga que estaria prestes a ser agredida. Após o início da confusão, a policial teria deixado o local de motocicleta e retornado algum tempo depois armada.
Testemunhas relataram que a suspeita procurava uma das mulheres envolvidas na discussão e gritava frases ameaçadoras enquanto apontava a arma na direção de pessoas que estavam nas proximidades, provocando correria.
Ainda conforme os depoimentos, Henrique teria tentado afastar a arma de seu rosto e atingido a mão da policial para desviar o armamento. Nesse momento, ocorreu o disparo que o atingiu fatalmente. O boletim de ocorrência menciona cinco tiros efetuados após o retorno da mulher ao estabelecimento.
Segundo homem também foi baleado
Durante a ocorrência, outro homem, identificado por amigos como Anderson, também foi atingido por disparos. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. Conforme informações divulgadas por pessoas próximas, ele sobreviveu.
Após o crime, testemunhas também relataram supostas ameaças contra uma jovem que teria participado da discussão inicial. Segundo um dos depoimentos, duas mulheres teriam circulado pelo bairro Nova Esperança à procura dela. A possível relação dessas ameaças com o homicídio ainda precisa ser esclarecida.
Caso é investigado pela DEHS
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) conduz a investigação para esclarecer as circunstâncias do homicídio e identificar todas as pessoas envolvidas.
Até o momento das informações divulgadas, Gizele Santos de Brito não havia sido localizada. A suspeita deverá ser apurada pelas autoridades, e a dinâmica do confronto ainda depende da investigação.
Familiares e amigos de Henrique cobram respostas sobre a morte do jovem. A versão de que ele tentou proteger uma amiga é baseada nos relatos de testemunhas e deverá ser confrontada com os demais elementos reunidos pela polícia.


