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Câmara de Borba pode ser multada se não conduzir Zé Pedro ao cargo de prefeito do município

A mesa diretora da Câmara Municipal de Borba, distante 151 quilômetros de Manaus pode ser multada em R$ 10 mil ao dia, caso não dê posse ao vice-prefeito, Zé Pedro, a chefia do município. Ele substitui o prefeito Simão Peixoto, que foi preso na última terça-feira pela Polícia Federal na Operação Voz do Poder, suspeito de desvio de recursos da merenda escolar e de manipular testemunhas.

O pedido de tutela, onde a decisão é adiantada devido a urgência, foi acolhido integralmente pelo juiz Laossy Amorim da Vara Única da Comarca de Borba. O vice-prefeito alega omissão da mesa diretora, que tem como presidente da Câmara Miguel Lima, para realização dos atos que o conduzem ao posto de prefeito, dada a ausência de Simão Peixoto. O parlamento está em recesso com fim previsto para fevereiro.

Segundo o juiz, a não transferência do posto para Zé evidencia “o risco de se comprometer a própria continuidade do serviço público” e mesmo com o parlamento em férias, dada a gravidade da situação que levou o prefeito à prisão, deveria ser convocada uma sessão extraordinária para tratar de “matérias relevantes e urgentes”.

“A existência de um substituto para o Chefe do Poder Executivo é exigência lógica e indispensável à continuidade da atividade estatal, isso sob pena de termos um colapso do Executivo em qualquer adversidade do seu titular”, diz um trecho da decisão.

Com isso, Amorim definiu um prazo de 24 horas para realização dos procedimentos administrativos para que o vice-prefeito possa tomar posse do cargo sob risco de multa de R$10 mil e possível configuração de crime de desobediência.

O prefeito de Borba, Simão Peixoto, foi afastado por 180 dias do cargo. Ele preso pela terceira vez em doze meses. A primeira sobre acusação de ter ameaçado agredir uma opositora, na segunda por suspeita de arquitetar um esquema criminoso que desviou R$29 milhões dos cofres públicos. Na última prisão, onde ele permanece até o momento, ele é acusado de manipular testemunhas que apura desvios de recursos públicos durante a pandemia.

A reportagem buscou contato com o Zé Pedro e Miguel Lima por meio de ligação e mensagens por aplicativo, mas não obteve sucesso até o fim dessa apuração. Também entramos em contato com o telefone fixo Camara Municipal, mas as ligações foram para a caixa de mensagem. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

 

 

*Com informações ACRITICA.COM

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