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Designer de agências de publicidade é apontado pela PF como autor do áudio falso de David Almeida

A Polícia Federal também investiga a participação de grupos políticos na criação e repercussão do áudio

Informações foram repassadas em coletiva de imprensa pelo presidente da operação e titular da Delegacia de Direitos Humanos e Defesa Institucional da Polícia Federal no Amazonas, Rafael Grummt (Foto: Márcio Silva/A CRÍTICA)
Informações foram repassadas em coletiva de imprensa pelo presidente da operação e titular da Delegacia de Direitos Humanos e Defesa Institucional da Polícia Federal no Amazonas, Rafael Grummt (Foto: Márcio Silva/A CRÍTICA)

Informações foram repassadas em coletiva de imprensa pelo presidente da operação e titular da Delegacia de Direitos Humanos e Defesa Institucional da Polícia Federal no Amazonas, Rafael Grummt (Foto: Márcio Silva/A CRÍTICA)

A Polícia Federal no Amazonas (PF-AM) fez um balanço dos resultados das primeiras apreensões da operação Nirmata, deflagrada nesta sexta-feira (9) para apurar o crime envolvendo o áudio fake atribuído ao prefeito de Manaus, David Almeida.

O presidente da operação e titular da Delegacia de Direitos Humanos e Defesa Institucional da Polícia Federal no Amazonas, Rafael Grummt, informou que o áudio fake foi criado de forma profissional por um designer que presta serviços para três empresas de publicidade localizadas em Manaus. Com base nisso, a PF-AM acredita que o material foi encomendado para criar uma difamação contra o prefeito, David Almeida.

“Neste primeiro momento entendemos que há uma profissionalização com o objetivo claro de difamar o prefeito de Manaus. As oitivas ainda serão realizadas para que a gente saiba se é situação isolada ou generalizada”, disse o delegado.

Computadores, celulares e outros aparelhos foram apreendidos e passam por perícia para identificar possíveis ligações entre o designer, as empresas de publicidade e a autoria do crime.

A Polícia Federal também investiga se há a participação de grupos políticos na autoria do crime. As três empresas de publicidade que foram alvo da operação prestam ou já prestaram serviços eleitorais para políticos locais. A identidade destes políticos não foi revelada pela PF-AM.

“Essas empresas têm relações públicas com certos grupos políticos. Nas prestações de conta consta a vinculação com parte eleitoral. Não seriam empresas avulsas, elas já têm vínculo com a atividade eleitoral”, explicou Grummt.

O delegado explicou que as informações ainda estão sendo coletadas e que toda a operação continua na fase inicial, mas também que duas pessoas envolvidas no compartilhamento do áudio fake são investigadas, uma delas é ex-funcionária da Assembleia Legislativa do Amazonas.

Empresas investigadas

A PF-AM não divulgou o nome das empresas de publicidade investigadas durante a primeira fase da operação, mas um dos locais visitados pelas equipes da Polícia Federal fica localizado no bairro Aleixo, zona centro-sul de Manaus.

Um dos prédios visitados pela PF na manhã de hoje (9) (Foto: Márcio Silva/A CRÍTICA)

Um dos prédios visitados pela PF na manhã de hoje (9) (Foto: Márcio Silva/A CRÍTICA)

A equipe de A CRÍTICA se dirigiu até o local, onde foi recepcionada por um homem que não se identificou, mas disse que a operação da Polícia Federal havia sido no prédio ao lado. No entanto, os vídeos da operação que circulam nas redes sociais mostram viaturas da PF-AM em frente ao endereço visitado pela equipe de A Crítica, e até mesmo agentes dentro do prédio, que pode ser a sede de uma das produtoras investigadas.

 

Fonte: ACRÍTICA