Clarice Cardoso, mãe de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos desde o último dia 4 de janeiro, do quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão, fez um desabafo sobre o sumiço das crianças. Ela se manifestou por meio das redes sociais, nesse domingo (18/1).
“15 dias sem vocês, meus amores. O meu pensamento sempre é o mesmo: estão vivos e com alguém. Que Deus possa guiar a pessoa certa, um anjo, para encontrar vocês. Estou com a mente destruída, o coração despedaçado, mas a fé que eu tenho em Deus é grande. Não tá sendo fácil, mas Deus está me sustentando. Só quero meus filhos de volta”, escreveu a mulher.
As buscas pelas crianças entram no 16º dia nesta segunda-feira (19/1). Centenas de pessoas, entre militares da Marinha e do Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros do Maranhão, policiais, agentes do ICMBio e voluntários, estão trabalhando para encontrar os irmãos.

Noite na cabana
Na última quinta-feira (15/1), autoridades maranhenses confirmaram que as crianças passaram pelo menos uma noite em uma cabana improvisada na mata. Cães farejadores conseguiram sentir o cheiro das crianças no local.
Ainda segundo o governo do estado, as equipes de buscas estenderam a procura pelas crianças aos meios fluvial e aéreo, uma vez que as buscas terrestres se esgotaram na região após não serem encontrados mais indícios de onde as crianças estavam.
Criança encontrada
Além de Ágatha Isabelly e Allan Michael, Anderson Kauan, de 8 anos, primo das duas crianças que seguem desaparecidas e que também havia sumido, foi encontrado. Ele desapareceu no mesmo dia, após ter saído junto com os primos para brincar nas redondezas de onde moram.
A criança mais velha foi achada no último dia 7, por um carroceiro, em um matagal, a 4 km de distância do local em que desapareceu, sem roupas e com sinais de fraqueza. Ele afirmou que seus dois primos estavam mais à frente; entretanto, as crianças não foram encontradas.
Segundo o governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB-MA), exames comprovaram que Kauan não sofreu violência sexual. Ele também afirmou: “Ele segue internado, em acompanhamento multiprofissional. Uma equipe do Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente (IPCA) conduz, com técnica e sensibilidade, a escuta especializada do menino”.


