A investigação de um feminicídio brutal em Rio Negrinho, no Planalto Norte de Santa Catarina, ganhou um contorno ainda mais dramático com a revelação de uma peça-chave para a polícia: uma videochamada realizada minutos antes dos disparos. Pricila Maria Dolla Gomes, de 38 anos, foi assassinada dentro de sua própria casa pelo ex-companheiro, Gustavo Danielski, de 29 anos. O crime, ocorrido após o suspeito não aceitar o fim do relacionamento, foi precedido por momentos de terror registrados em uma ligação de vídeo que Gustavo fez para a própria irmã. Nas imagens, que agora integram o inquérito policial, é possível ver e ouvir o desespero de Pricila tentando acalmar o agressor.
“Eu me ajoelho na tua frente” A gravação revela a tentativa da vítima de negociar sua sobrevivência. Em transcrições anexadas à investigação, Pricila aparece pedindo calma insistentemente: “Olha aqui pra mim, respira”. Diante da ameaça iminente, ela apela para o lado emocional do suspeito, citando a família dele. “Pelo amor que você tem pelas tuas irmãs, pelas tuas sobrinhas… tu não vai fazer isso. Vamos sentar e conversar”, diz ela em um dos trechos. Em um momento de súplica extrema, Pricila chega a oferecer submissão para evitar a tragédia: “Eu me ajoelho na tua frente”. Por fim, ela utiliza seu argumento mais forte, lembrando que era mãe: “Por favor, eu tenho filho”. Apesar dos apelos, o desfecho foi fatal. A Polícia Militar foi acionada por uma amiga da vítima, que recebeu mensagens de alerta informando que Gustavo estava na casa armado e prometendo matá-la.

A cena do crime Quando as viaturas chegaram à residência, a tragédia já havia se consumado. Os policiais encontraram Gustavo caído na porta de entrada, com um ferimento na cabeça provocado por arma de fogo e uma pistola calibre 9mm ao seu lado. Dentro do imóvel, sobre um colchão no chão, estava o corpo de Pricila. Ela foi atingida por disparos na região do tórax e já não apresentava sinais vitais quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local.
Com informações: Cm7


