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Município de Ipixuna entra em situação de emergência devido a cheia do rio Juruá no AM

O município de Ipixuna, no interior do Amazonas, entrou em situação de emergência devido a cheia do rio Juruá, nesta terça-feira (15). De acordo com a prefeitura do município, a cota atual do rio chegou a 13,38 metros.

A prefeita do município, Maria Oliveira, e o secretário de defesa civil Municipal, Anísio Saturnino, visitaram o bairro Turrufão, em Ipixuna, onde acompanharam famílias que já foram atingidas pela cheia do rio.

Ainda segundo a Prefeitura de Ipixuna, faltam 46 centímetros para o rio Juruá chegar na marca histórica de 2017, quando o rio atingiu 13,84 metros.

Rios Acre e Purus ultrapassam cota de alerta

 

No fim de fevereiro, o nível dos rios Acre e Purus ultrapassaram a cota de alerta no município de Boca do Acre, no interior do Amazonas.

De acordo com o defensor Civil do município, Jony Noronha, os rios atingiram a cota de 18,18 metros, em 24 de fevereiro, e ultrapassaram a cota de alerta, que é de 18 metros.

Com a marca, os rios Acre e Purus, ficaram há menos de um metro do início do transbordamento da água para a cidade de Boca do Acre, conforme o defensor civil.

Rios do município de Boca do Acre, no interior do Amazonas, atingiram cota de alerta. — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Rios do município de Boca do Acre, no interior do Amazonas, atingiram cota de alerta. — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

População afetada pela cheia dos rios em 2022

 

No fim de 2021, o Governo do Amazonas afirmou que se o ritmo de subida dos rios continuar acelerado, existe a possibilidade de que todos os municípios sejam afetados pela cheia de 2022.

Em coletiva de imprensa, o governador Wilson Lima disse que, de nove calhas do estado, a única que não apresentava níveis elevados era a do Rio Madeira, e que os efeitos da cheia do estado já aparecessem no final de janeiro.

“Se continuar nesse ritmo de subida dos rios, a previsão é que no ano de 2022 todos os municípios sejam afetados pela cheia. 100% do estado será atingido”, disse o governador.

Diversos órgãos para debater o assunto, na ocasião. A expectativa é que meio milhão de pessoas sejam afetadas, por isso a urgência em propor um plano.

“Estamos fazendo uma ordem de investimento de R$ 100 mil e isso inclui ajuda humanitária, montagem de estruturas flutuantes, como hospitais e delegacias, abastecimento de água potável, crédito através da Afeam, ações na área de do setor primário, dentre outras ações”.

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