Ingrid Souza da Silva, de 25 anos, foi presa nesta segunda-feira (04) pela Polícia Civíl do Amazonas (PC-AM) após assassinar o ex-companheiro, Bruno de Oliveira de Lima, de 30 anos, a golpes de punhal na frente dos filhos e do pai da vítima.
O crime ocorreu no dia 15 de junho, no bairro São José, em Manacapuru, região metropolitana do estado, mas a prisão só foi efetivada após investigações que localizaram a acusada no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus.
Conforme o delegado Paulo Mavignier, titular da PC-AM, em coletiva de imprensa, o casal já tinha histórico de conflitos devido ao término do relacionamento e, principalmente, pela guarda dos dois filhos, com idades entre cinco e sete anos.
No dia do crime, Ingrid teria saído para beber e estava embriagada quando Bruno, preocupado com o bem-estar das crianças, as levou para a casa de seu pai.
Ao perceber que os filhos haviam sido retirados de casa, Ingrid, enfurecida, seguiu até a residência do sogro armada com um punhal e desferiu uma facada no peito de Bruno, atingindo seu coração.
A vítima morreu no local, na frente das crianças e do próprio pai.
Passagem criminal e fuga
Ingrid já tinha antecedentes criminais. Em maio deste ano, ela havia sido presa em Coari por transportar aproximadamente quatro quilos de drogas e cumpria prisão domiciliar quando cometeu o homicídio.
Após o crime, fugiu para a Capital, onde recebeu abrigo de uma organização criminosa ligada ao tráfico – a mesma para a qual supostamente trabalhava.
Os agentes conseguiram localizá-la após levantamentos de inteligência e cumpriu o mandado de prisão preventiva.
Durante a coletiva, os delegados destacaram a gravidade do crime e a necessidade de responsabilização, já que o assassinato foi cometido em um contexto de violência familiar e descumprimento de medidas judiciais.
Impacto nas crianças
As crianças, que presenciaram o crime, estão sob os cuidados de familiares. A polícia investiga se Ingrid tinha condições de manter a guarda dos filhos, dado seu envolvimento com atividades criminosas e o histórico de agressividade.
O caso chocou a região e reforça debates sobre violência doméstica, guarda de menores e a atuação de redes criminosas que auxiliam foragidos.
A investigação continua para apurar possíveis cumplicidades no acobertamento da acusada.
*Com informações Portal Tucumã