Um passaporte que seria de Eliza Samudio foi encontrado por um brasileiro em Portugal e entregue às autoridades brasileiras no país europeu. O homem afirmou ter localizado o documento em uma casa compartilhada e contou a história em entrevista à Leo Dias TV.
Segundo o relato, ele passava pela sala do imóvel quando notou um livro em uma estante e, sobre ele, estava o passaporte. Ao identificar em nome de quem era o documento, disse ter ficado assustado com a descoberta. Na entrevista, ele afirmou não saber se Eliza estaria viva ou morta, mas questionou a possibilidade de outra pessoa ter levado o passaporte dela para fora do Brasil, por não considerar isso algo que “faria sentido”.
“Quando encontrei o documento e vi de quem era, por se tratar de uma pessoa que foi um caso que teve grande repercussão no Brasil e no mundo inteiro, fiquei em choque. Pela foto eu já sabia de quem era a dona”, relatou o homem que procurou a equipe de Leo Dias, que acompanhou a entrega oficial do passaporte às autoridades brasileiras em Lisboa.

De acordo com as informações apresentadas, no passaporte consta apenas um carimbo de entrada em Portugal, datado de 2007. Já o atestado de óbito de Eliza é de 2010. Ainda conforme autoridades consultadas pela equipe da Leo Dias TV, o documento encontrado seria original e verdadeiro.
Desde o início do caso, circula a teoria de que, em vez de morta, a modelo teria fugido para a Europa. O tema voltou a ganhar repercussão após declarações do goleiro Bruno Fernandes, condenado como mandante do homicídio.
Ainda segundo o relato feito ao portal LeoDias, não foi possível identificar quem deixou o documento no local nem há quanto tempo ele estava no apartamento.
Sobre o crime
Eliza Silva Samudio, modelo e ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes de Souza, desapareceu em junho de 2010 em Minas Gerais. Investigadores concluíram que ela foi sequestrada por um grupo ligado ao atleta, que à época já enfrentava disputas públicas com ela pela paternidade e pensão do filho recém-nascido.
Durante o processo, testemunhas relataram que Samudio foi estrangulada e seu corpo, segundo versões do caso, teria sido esquartejado e enterrado sob concreto — informações que constaram nas investigações e no julgamento, embora os restos mortais nunca tenham sido encontrados.
Prisões e sentença
Bruno foi julgado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e outros crimes relacionados ao caso. Em 2013, ele foi condenado a mais de 20 anos de prisão em regime fechado. Outras pessoas envolvidas, como Luiz Henrique Ferreira Romão (Macarrão) e Marcos Aparecido dos Santos (Bola) também receberam penas longas por participação no sequestro e morte de Samudio.
Ao longo dos anos, o réu chegou a ser temporariamente liberado por decisões judiciais relativas a recursos, mas retornou ao sistema prisional após movimentações do Supremo Tribunal Federal e de outras instâncias.


