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Vigilantes terceirizados de unidades de saúde no AM protestam por salários atrasados

Dezenas de vigilantes terceirizados, que atuam em unidades de saúde do Amazonas, reivindicam o pagamento de seus salários atrasados. Há três meses sem salários, os trabalhadores fizeram uma movimentação em frente a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) na manhã desta terça-feira (20). O pedido dos vigilantes é a regularização de pagamento e direitos trabalhistas.

“Nós temos 400 vigilantes sem receber há três meses e nós temos outros 600 vigilantes com o pagamento do mês de novembro que deveria ter saído em dezembro mais o décimo terceiro que não receberam. Ao todo, hoje, mil vigilantes estão sem receber”, reivindicou o presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância de Manaus (Sindvam), Adolfo Torres.

Apesar dos salários em atraso, os trabalhadores continuam atuando todos os dias em seus postos de trabalho. “Os companheiros estavam se alimentando através de doações de pessoas dos hospitais. Todos que estão aqui prestam serviço em hospital público. Tem companheiros que foram despejados duas vezes porque não pagaram o aluguel e isso é muito triste”, complementou.

Um vigilante, funcionário da empresa terceirizada, que trabalha na Policlínica Zeno Lanzinie, localizada na zona Leste, e preferiu não se identificar, conta que precisa conciliar o emprego com o ‘bico’ para sustentar a própria família. “Tem sido muito difícil. Em casa, só eu que trabalho. Eu tenho que fazer bico de vigilante em algum lugar pra colocar alimento para dentro de casa”.

De acordo com o Sindvam, caso os pagamentos não sejam realizados até esta semana, o grupo de vigilantes promete deixar seus postos de trabalho no dia 24 de dezembro, véspera de Natal. “Podem esperar do Sindicato muita luta para que esses trabalhadores recebam. Caso não haja pagamento, vamos partir para radicalização. Vamos tirar todos os vigilantes dos hospitais públicos de Manaus no dia 24. Vai ficar lindo e maravilhoso o caos que essa cidade vai se tornar”.

A reportagem tentou contato com a empresa Locati Segurança por meio do telefone: (92) 3625-7209 disponibilizado no site da Receita Federal, no entanto, não obteve resposta. O A Crítica aguarda posicionamento do Governo do Amazonas.

 

Fonte ACRITICA.COM

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