Um proprietário de um supermercado, de 54 anos, que não teve o nome divulgado, foi preso por policiais civis da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Itacoatiara (a 176 quilômetros de Manaus) nesta quinta-feira (30), por meio de um mandado de prisão por importunação sexual e estupro qualificado contra cinco mulheres, funcionárias do estabelecimento dele.
De acordo com a delegada Renata Viana, as diligências iniciaram após uma das vítimas comparecer na unidade policial, no dia 20 de fevereiro deste ano, informando que havia sofrido importunação sexual e estupro do dono de uma rede de supermercados onde ela trabalhava.

“Ela relatou que começou a trabalhar em novembro de 2025 e, já no mês seguinte, passou a sofrer importunação sexual contínua por parte do suspeito, que a tocava e fazia propostas inadequadas. A vítima também disse que se sentia humilhada, pois alguns comentários eram feitos diante de outros funcionários, causando constrangimento. Apesar de pedir várias vezes para que as atitudes cessassem, o homem continuou agindo com deboche e fazendo afirmações ofensivas”, relatou.
Conforme a delegada, no dia 10 de fevereiro deste ano, ele a chamou até a sua sala e, usando força física, beijou a vítima contra a vontade dela, ato que caracterizou o estupro.
Segundo Viana, os policiais averiguaram os fatos e foi representada pela prisão temporária do empresário, que foi deferida e cumprida no dia 1° de abril deste ano. No decorrer das investigações, foi constatado mais quatro vítimas, todas funcionárias do mesmo local.
“As novas vítimas relataram que o suspeito agia da mesma forma que com a primeira vítima. Segundo os depoimentos, há indícios da materialidade dos crimes, com base no relato de pelo menos cinco vítimas. Todas afirmam de forma categórica que ele adotava um padrão de comportamento, aproveitando-se da posição de superior, chamando as funcionárias para o escritório, desligando as câmeras de segurança e, então, cometendo os abusos”, informou.
Além disso, foi constatado que, antes de ser preso, o investigado se aproveitava de sua posição de chefe para intimidar as vítimas, demonstrando que, em liberdade, elas corriam sério risco de serem coagidas.
O homem vai responder pelos crimes de estupro qualificado e importunação sexual e ficará à disposição da Justiça.


