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Cidade diz que ‘velha política’ tr4vou R$ 700 milhões à saúde do Amazonas

O governador Roberto Cidade (União Brasil) transformou o comício da noite desta quinta-feira (30 de julho), na zona norte de Manaus, em um contra-ataque político ao senador e adversário na disputa pelo Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD).

Ao lado do ex-governador e candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil), que percorreu cerca de 300 metros em meio ao público antes de subir ao palanque, Cidade respondeu ao discurso adotado pelo grupo de oposição desde o início da pré-campanha.

O principal momento da fala ocorreu quando o governador afirmou que a “velha política” estaria impedindo a liberação de aproximadamente R$ 700 milhões destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas.

“Nós temos cadastrados no governo federal mais de R$ 700 milhões que poderiam estar nas contas do SUS. Esse dinheiro faz muita falta. Mas a ‘velha política’ atrapalha, bota o dedo no suspiro, usa sua força. Não para prejudicar o governador Roberto Cidade ou o governador Wilson Lima, para prejudicar o povo”.

Sem citar nomes, Cidade colocou a saúde no centro da disputa eleitoral, justamente o tema escolhido por Aziz como principal eixo de sua campanha.

 

Resposta ao discurso de Aziz

A fala pode ser interpretada como uma reação direta ao discurso feito por Aziz na convenção que oficializou sua candidatura ao governo, no último sábado (25).

Na ocasião, o senador afirmou que os governos de Wilson Lima e Roberto Cidade “brincaram de fazer governo”.

Aziz responsabilizou a atual gestão pelo agravamento da crise na saúde pública, prometendo zerar a fila do Sisreg caso seja eleito.

Desde o início de julho, União Brasil e PSD vêm elevando o tom da campanha.

O lançamento da pré-candidatura de Cidade já havia sido marcado por críticas ao grupo liderado por Aziz, inaugurando uma fase de confronto direto entre as duas principais candidaturas ao governo estadual.

No discurso desta quinta-feira, Cidade procurou inverter a narrativa ao sustentar que dificuldades enfrentadas pela saúde estadual decorrem também de fatores políticos.

 

“O Amazonas não pode retroceder”

Além do embate político, o governador voltou a defender a continuidade da atual gestão e afirmou que o estado não pode “andar para trás”.

“Não podemos retroceder”, afirmou ao anunciar que pretende elevar o valor do Auxílio Estadual Permanente para R$ 250 já no primeiro mês de 2027, caso seja reeleito. Também prometeu dobrar o benefício destinado a pais e mães atípicos.

Cidade ainda destacou ações nas áreas de segurança pública, saúde e desenvolvimento econômico, citando a ampliação do efetivo policial, reformas em unidades de saúde, crescimento da Zona Franca de Manaus e projetos ligados ao gás natural, potássio e terras raras.

Após o comício, governador recua do tom de denúncia

Na entrevista à imprensa concedida após o evento, Cidade suavizou o discurso sobre os R$ 700 milhões do SUS e afirmou que não estava fazendo uma denúncia.

Segundo ele, trata-se de recursos cadastrados pelo estado junto ao governo federal, cuja liberação é considerada importante para custear despesas da saúde.

“É um cadastro que a gente tem lá de recursos que poderiam vir para o estado do Amazonas e que a gente está precisando muito. São recursos para a saúde. Quando o presidente Lula esteve aqui, eu entreguei essa documentação nas mãos dele. Eu estava contando com esses recursos para pagar médicos e outras despesas da saúde”, afirmou.

Questionado sobre a referência à interferência política, o governador evitou aprofundar o assunto.

“São as coisas que acontecem na política.”

Na entrevista, Cidade preferiu reforçar o discurso de continuidade administrativa, afirmando que pretende ampliar investimentos na saúde, concluir reformas em mais de 30 unidades, aumentar leitos de UTI e manter programas sociais, defendendo que o Amazonas siga avançando sem retrocessos.

 

 

Fonte e Foto: BNC Amazonas

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