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Em protesto, médicos do AM reduzem atendimentos em Manaus e cobram salários atrasados

Em protesto, médicos do Amazonas reduzem os atendimentos a pacientes do Estado, a partir desta sexta-feira (1º). Eles cobram salários atrasados e melhorias no sistema público de saúde.

O Governo do Amazonas ainda não se manifestou sobre o protesto.

O protesto afeta atendimentos não urgentes da rede ambulatorial nas unidades de saúde do Amazonas. Estão nessa lista os hospitais 28 de Agosto, João Lúcio e Platão Araújo; os SPAs e as UPAs.

“Ambulatorial abrange as consultas agendadas, principalmente, policlínicas, ou seja, as instituições que trabalham com consultas médicas”, explicou o médico Victor Hugo, diretor da Cooperativa de Clínica Médica.

As pessoas não atendidas durante o protesto vão precisar reagendar as consultas.

Os atendimentos urgentes e emergentes estão mantidos em todas as unidades.

Reivindicações

 

O médico Victor Hugo informou que os profissionais cobram salários atrasados e abastecimento das unidades de saúde com produtos para atendimento aos pacientes.

De acordo com ele, os problemas afetam profissionais de diferentes categorias da Saúde, no Amazonas. “Não somos só nós [médicos]. Do maqueiro, enfermeiro, técnico de enfermagem. Isso está geral, e o abastecimento também em uma situação muito difícil. Então, é um movimento que tenta mostrar que a situação como um todo, incluindo a remuneração dos profissionais, está comprometida”, disse.

Os médicos cobram do Governo do Amazonas pagamentos de débitos de 2021 e 2022, além dos salários dos meses de agosto, setembro e outubro de 2023.

Os médicos também pedem o abastecimento das unidades de saúde com materiais para atendimento hospitalar. Eles relatam falta de diversos itens usados nas consultas e tratamentos, como medicamentos e até materiais para cirurgias.

“Realmente, a situação não é boa, obriga a muitos improvisos, a troca frequentes do que o profissional gostaria de fazer de medicamento, de material. Ele tem que ficar buscando substituições o tempo todo. Isso atrasa o tratamento. Isso traz resultados não tão satisfatórios, prolonga o tempo de internação”, disse Victor Hugo.

O médico citou o caso da Fundação Hospital do Coração Francisca Mendes (FHCFM), onde as duas máquinas de cateterismo estarão paradas. Uma reportagem do g1 traz relatos de pacientes que estão há meses sem exames e procedimentos cardíacos na unidade, que é referência para o tratamento no estado.

“Isso aumenta o tempo de internação dos pacientes. Isso contribui com a superlotação dos hospitais”, destacou o profissional.

Documento

 

Um documento, assinado por 15 instituições que representam médicos no Amazonas, foi entregue a instituições do Governo do Amazonas, na quarta-feira (29).

*Com informações G1 AMAZONAS

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