Na tarde da última quinta-feira (23), empresários do transporte fluvial do AM, se reuniram no Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Amazonas (Sindarma) para discutir sobre possível paralisação. Eles alegam que o transporte fluvial não tem segurança necessária.
A decisão veio depois de mais um assalto milionário cometido por “piratas do rio”, durante essa semana no Rio Madeira.
Durante a reunião, os empresários decidiram convocar uma Assembleia Geral para próxima quinta-feira (29), para votar em uma paralisação diante dos mais de R$ 20 milhões perdidos com os ataques em apenas seis meses deste ano.
De acordo com Galdino Alencar Júnior, presidente do Sindarma, no valor citado, não foram contabilizadas as perdas de equipamentos e a saúde e segurança dos tripulantes.
“Não queremos chegar a este ponto de parar, mas estamos no limite humano e econômico para manter a atividade. Atualmente não conseguimos sequer formar uma tripulação para certas rotas porque ninguém vai arriscar a vida sabendo que pode morrer ou levar um tiro. As transportadoras ficam com todo o ônus pelas cargas roubadas, porque as seguradoras se recusam a fazer e renovar os contratos, e as distribuidoras, que são as donas do produto (combustível), não querem arcar ou ajudar com as perdas”, afirmou o presidente.
Galdino disse que muitos roubos foram evitados porque as empresas de transporte fluvial contrataram escoltas armadas para fazer a segurança nos trajetos.
“A situação nos rios é muito grave. Toda semana temos trocas de tiros com as quadrilhas resultando em embarcações perfuradas e marinheiros abalados. Além da questão humana e econômica, a qualquer momento poderá acontecer uma tragédia ambiental sem precedentes caso uma balsa com milhões de litros de combustível exploda ou sofra um vazamento em um destes ataques”, alertou Galdino.
O vice-presidente do Sindarma, Madson Nóbrega, disse que já foram feitas várias reuniões com a Secretaria Estadual de Segurança, Marinha do Brasil e demais órgãos responsáveis, porém, os ataques continuam.
Além disso, o vice-presidente ressaltou que uma possível paralisação poderá afetar o abastecimento de produtos de primeira necessidade para o interior do AM.
“Estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance para manter o abastecimento nos municípios, mas precisamos resolver esta situação ou o transporte fluvial no Amazonas, uma das atividades mais importantes e tradicionais do estado, vai quebrar e afetar a economia e principalmente a vida de milhões de pessoas”, destacou Nóbrega
Por Laranjeiras news


