A corrida eleitoral reacendeu feridas e trouxe à tona o debate sobre o uso político da causa autista no Amazonas. Nesta quinta-feira (10/9), Lílian Vieira, ex-mulher do político Roberto Cidade, com quem tem um filho diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), utilizou suas redes sociais para fazer um alerta contundente aos eleitores.
Em uma postagem nos stories do Instagram, Lílian compartilhou uma imagem marcando o perfil @autismonaigreja com uma mensagem direta sobre o oportunismo na política: “VAI COMEÇAR O PERÍODO ELEITORAL E NOS PRÓXIMOS 90 DIAS, SEMPRE QUE ALGUÉM TE DISSER QUE APÓIA A CAUSA AUTISTA, OLHE PARA TRÁS E VEJA ONDE ESSA PESSOA ESTAVA NOS ÚLTIMOS 4 ANOS.”

A publicação soou nos bastidores políticos como uma dura indireta. A pauta do autismo tem sido frequentemente levantada em palanques, mas o histórico de alguns candidatos com a causa é marcado por polêmicas.
A mensagem de Lílian Vieira resgata, inevitavelmente, o episódio protagonizado por Roberto Cidade durante um debate para a prefeitura de Manaus, em 2024. Na ocasião, ao tentar falar sobre o tema, Cidade cometeu um ato falho e declarou que “infelizmente tinha um filho autista”. A fala gerou forte repúdio e indignação entre mães atípicas, associações e ativistas da causa, que apontaram a fala como capacitista e distante da real compreensão e aceitação que o TEA exige.
O alerta de Lílian ganha ainda mais peso quando confrontado com a realidade vivida pelas famílias amazonenses que dependem da rede pública de saúde e esbarram em um sistema ineficiente, que contrasta violentamente com a propaganda oficial.
A dura realidade além dos palanques Enquanto o apoio aos autistas vira promessa de campanha, mães atípicas vivenciam o abandono por parte do Estado.
Fonte: Cm7 Brasil


