Familiares e amigos de Gustavo, adolescente de 17 anos, se reuniram na tarde deste sábado na avenida Nhamundá, no Centro de Manaus, em um ato público para pedir justiça pela morte do jovem, ocorrida no dia 30 de dezembro. O caso causou comoção e segue sob investigação da Polícia Civil do Amazonas.

Segundo relatos da família, Gustavo foi morto após ser atingido por um golpe de arma branca desferido pela ex-namorada, uma adolescente de 14 anos. O ataque teria atingido a região do abdômen. Após a agressão, o jovem teria sido trancado dentro da residência da suspeita, onde permaneceu agonizando por horas, sem receber socorro imediato, até não resistir aos ferimentos.
Durante a manifestação, a irmã de Gustavo afirmou que o relacionamento entre os dois era marcado por ameaças constantes, agressões psicológicas e episódios de violência. De acordo com ela, o jovem nunca teria reagido às agressões sofridas.
“Ela já vinha ameaçando que ia matar o meu irmão, que ia furar ele e quem estivesse com ele. E acabou cumprindo o que prometeu. Meu irmão nunca agrediu essa moça”, relatou a familiar durante o ato.
A família contesta a versão apresentada pela adolescente, que teria alegado legítima defesa ao acionar a polícia. Para os parentes, o crime foi cometido de forma cruel, principalmente pelo fato de Gustavo ter sido deixado ferido dentro da casa sem qualquer tipo de ajuda por várias horas.
A mãe do adolescente, Rita Cristina, também se manifestou e pediu que a suspeita permaneça apreendida. Em depoimento emocionado, ela classificou o crime como um ato de extrema crueldade.
“O que ela fez com o meu filho foi uma crueldade muito grande. Se ela tivesse pedido ajuda, meu filho poderia estar vivo. Eu teria perdoado, mas do jeito que foi, eu não perdoo”, declarou.
Rita Cristina afirmou ainda que Gustavo era estudante, não tinha histórico de agressividade e era muito querido por amigos, colegas de escola e vizinhos. Segundo ela, a adolescente apresentava comportamento possessivo, agressivo e ciumento, chegando a ameaçar pessoas próximas ao jovem.
Amigos que participaram da manifestação reforçaram o pedido por justiça e afirmaram que Gustavo era uma pessoa tranquila e estudiosa. Eles relataram que o adolescente vivia sob controle da ex-namorada, que o afastava das amizades e o intimidava.
“A vítima é ele. Quem está enterrado é ele. A gente não vai aceitar que pintem o Gustavo como um monstro”, afirmaram os amigos durante o protesto.
A adolescente suspeita foi apreendida na sexta-feira (29), na rodovia AM-070, quando tentava deixar Manaus. O caso segue sendo investigado, e familiares e amigos cobram que a apuração seja feita com rigor para que a morte de Gustavo não fique impune.
Fonte: AM POST.


