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Julgamento de PM acus4do de m4tar a ex é ad1ado por ausência de advogado

Manaus – O julgamento do policial militar Olímpio Gomes Maia, acusado do assassinato de Camila Vitória Friths da Silva, foi adiado nesta quinta-feira (22). A sessão da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus não pôde ser realizada no Fórum Ministro Henoch Reis devido à ausência do advogado de defesa do réu, Tomás Gomes da Silva Neto.

Com a interrupção dos trabalhos na abertura da sessão que contava com a presença do acusado, o magistrado concedeu o prazo de dez dias para que o policial militar constitua um novo patrono para a sua defesa. Caso o réu não apresente um novo advogado dentro do período determinado, o processo será automaticamente encaminhado para a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM).

O juiz determinou ainda que o acusado compareça a todos os atos processuais subsequentes, inclusive à nova sessão de julgamento pelo Tribunal do Júri, cuja data será agendada e juntada aos autos.

Relembre o caso
O crime ocorreu em novembro de 2023, na residência onde o casal vivia, localizada na zona norte da capital amazonense. Camila foi morta com um disparo de arma de fogo na cabeça. O policial foi preso em flagrante no dia do crime e encaminhado ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Segundo relatos de testemunhas e informações apuradas à época, Camila pretendia encerrar o relacionamento e relatava temores quanto à própria segurança. Pouco antes de ser assassinada, a jovem chegou a enviar mensagens a uma amiga expressando medo de morrer. A mãe da vítima, Edinelza Fritz, apontou que a filha viveu sob um histórico constante de agressões, com ao menos oito boletins de ocorrência registrados e exame de corpo de delito realizado no IML em agosto de 2023.

A acusação, apoiada pela Procuradoria da Mulher, sustenta a tese de feminicídio. Camila deixou um filho, que tinha quatro anos na data da morte da mãe.

 

 

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