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Justiça marca audiência em ação de improbidade que tem ex-prefeito Adail Filho e o ex-presidente da Comissão Permanente de Licitação Thiago Abrahim entre os réus

Da Redação Portal Online Multimidia

A Justiça do Amazonas marcou para o dia 6 de agosto de 2026, às 9h30, a audiência de instrução da Ação Civil de Improbidade Administrativa que tem como principal réu o ex-prefeito de Coari, Adail José Figueiredo Pinheiro. A audiência foi designada pela 2ª Vara da Comarca de Coari e representa uma das fases mais importantes do processo, que tramita desde 2018.

A ação foi proposta pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) e também tem como réus Jorge Thiago Carvalho Abrahim, Laura Macedo Coelho e Victor Luiz Ledesma Sanchez, que integravam a administração municipal à época dos fatos.

O que motivou a ação

Diferentemente do que muitos imaginam, o processo não foi instaurado por suspeitas diretas de desvio de recursos públicos ou fraude em licitações. A ação tem origem na suposta recusa ou demora injustificada da Prefeitura de Coari em entregar documentos e informações requisitados pelo Ministério Público durante investigações relacionadas à administração municipal.

Segundo a petição inicial do MPAM, diversos ofícios foram encaminhados ao município solicitando cópias de processos administrativos, contratos, documentos e outras informações consideradas essenciais para a fiscalização da aplicação dos recursos públicos. No entanto, conforme sustenta o órgão ministerial, as requisições não teriam sido atendidas de forma adequada, o que teria comprometido o trabalho de controle exercido pelo Ministério Público.

Para o MP, essa conduta caracteriza violação aos princípios da administração pública e configura ato de improbidade administrativa, por impedir ou dificultar a atuação do órgão fiscalizador.

Quem são os réus

Além do ex-prefeito Adail José Figueiredo Pinheiro, respondem à ação:

  • Jorge Thiago Carvalho Abrahim, então presidente da Comissão Permanente de Licitação;
  • Laura Macedo Coelho, ex-procuradora-geral do Município;
  • Victor Luiz Ledesma Sanchez, ex-secretário municipal de Obras.

O Ministério Público sustenta que os agentes públicos tinham responsabilidade direta ou indireta pelo atendimento às requisições expedidas durante os procedimentos investigatórios.

O que o Ministério Público pede

Na ação, o MPAM solicita que, caso as acusações sejam julgadas procedentes, sejam aplicadas as sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, entre elas:

  • perda da função pública (caso algum dos réus ocupasse cargo público);
  • suspensão dos direitos políticos;
  • pagamento de multa civil;
  • proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais;
  • outras penalidades previstas na legislação, conforme a participação de cada réu.

Os pedidos, entretanto, ainda dependem da análise do Judiciário e não representam condenação.

Audiência será decisiva

A audiência marcada para agosto será destinada à produção de provas e à oitiva de testemunhas. Essa etapa é considerada fundamental para o andamento do processo, pois permitirá que acusação e defesa apresentem seus argumentos antes da sentença.

Conforme a certidão expedida pela Justiça, a audiência poderá ocorrer presencialmente ou por videoconferência, conforme decisão do juízo ou opção das partes.

Processo completa oito anos

O caso foi ajuizado em 2018 e, desde então, passou por diversas fases processuais. Com a designação da audiência de instrução, o processo avança para um momento decisivo, aproximando-se da fase em que o magistrado poderá julgar o mérito da ação.

Apesar da longa tramitação, não há condenação até o momento. Todos os réus continuam amparados pelos princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência.

A audiência está marcada para o dia 6 de agosto de 2026, às 9h30, na 2ª Vara da Comarca de Coari, conforme certidão assinada em 10 de junho de 2026 pela analista judiciária Wanderleia Almeida Ramos.

 

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