São Paulo — O motorista de aplicativo Christopher Rodrigues, de 27 anos, que atropelou e debochou de um suspeito de furtar um celular na região central de São Paulo, prestou depoimento nesta sexta-feira (28/4), no 5º DP (Aclimação). À polícia, ele disse que não teve intenção de atropelar e que estava arrependido de ter postado vídeos com ironias, como “Menos um fazendo L”.
O caso aconteceu no final da tarde da última terça-feira (25/4), na ligação Leste-Oeste. Segundo as informações iniciais, o suspeito, identificado como Matheus Campos da Silva, de 21 anos, teria tomado o celular de outro motorista de aplicativo e, ao fugir, foi atropelado por Rodrigues, que trafegava um pouco atrás em um Ford Ka preto. Silva chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
“O foco da investigação é aferir se foi um homicídio culposo (sem intenção) ou doloso, com intenção de atropelar e matar o suposto autor do furto”, afirmou o delegado titular do 5º DP, Percival Alcântara, responsável por esclarecer o que aconteceu. Investigadores estão em busca de possíveis imagens do local.
Ainda no local do acidente, o atropelador debochou da ocorrência, publicando uma sequência de vídeos com piadas sobre a vítima nas redes sociais. Nas imagens, é possível ver o corpo do suspeito sob o carro. Rodrigues foi ouvido na tarde desta sexta-feira (28/4) no 5º Distrito Policial, que investiga o caso, que foi registrado como furto e morte suspeita/acidental no plantão do 78º Distrito Policial.
Deboche nas redes
Nos vídeos publicados em seu Instagram, Rodrigues usa de ironia para se referir ao jovem que agonizava no local: “Lúcifer Morningstar recebe mais um membro da equipe”, citando um personagem dos quadrinhos e da série Lúcifer, que deixa o inferno para perseguir criminosos. “Agora, vou para a delegacia assinar um assassinato… Mentira! Deus é mais”, completa ele, fazendo o sinal da cruz.
O atropelador também ironiza as pessoas que pedem que ele tire o carro de cima da vítima. “Acho engraçado que, logo em seguida, chegou direitos humanos, as meninas da PUC, de Direito. ‘Ah, tira o carro de cima do cara’. Eu disse: ‘Não, vai ficar aí até a polícia chegar’”, afirma no vídeo. “Chegou gente da família pedindo para tirar o carro de cima dele, porque está vivo”, completa. Matheus Silva não resistiu aos ferimentos.
*Informações site METROPOLES


