A decisão do ministro Flávio Dino de negar o pedido de soltura da influenciadora Deolane Bezerra repercutiu nacionalmente neste fim de semana. A defesa da advogada tentava reverter a prisão preventiva decretada durante a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.

Segundo a decisão publicada pelo Supremo Tribunal Federal, Dino afirmou que não identificou ilegalidade na prisão que justificasse a concessão do habeas corpus. O ministro também destacou que o STF não seria a instância adequada para analisar o pedido neste momento, já que a ordem de prisão partiu da primeira instância da Justiça paulista.
De acordo com as investigações, Deolane teria recebido valores oriundos de uma transportadora apontada como empresa de fachada utilizada para movimentar recursos ilícitos da facção criminosa. A operação ainda resultou no bloqueio milionário de bens e na apreensão de veículos de luxo ligados aos investigados.
Presa desde a última quinta-feira, a influenciadora foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A defesa nega qualquer envolvimento dela com atividades criminosas e afirma que os valores recebidos seriam referentes ao exercício da advocacia.
Com mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais, Deolane voltou ao centro das atenções após a nova decisão judicial, que mantém a influenciadora presa preventivamente enquanto as investigações continuam.


