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Operação Negócio Turvo desarticula grupo suspeito de aplicar mais de R$ 75 milhões em golpes em Manaus

A Policia Civil do Amazonas deflagrou, na terça-feira (24/02), a Operação Negócio Turvo, que resultou na prisão de oito pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documentos. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 75 milhões por meio de um esquema de pirâmide financeira.

A ação foi coordenada pelo 25º Distrito Integrado de Polícia (DIP), com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), Núcleo de Recuperação de Ativos (Nurati), Departamento de Inteligência da Polícia Judiciária (DIPJ), além de unidades da capital e da Policia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de prisão e 12 mandados de busca e apreensão, sendo um deles no Rio de Janeiro. Três investigados seguem foragidos: Anderson Ricardo Lima dos Santos, Carlos Augusto da Silva Freitas e Emanuelle Rosa Ramos dos Santos.

De acordo com o delegado Leonardo Marinho, os investigados integravam uma organização estruturada, com divisão de tarefas bem definida, que utilizava uma empresa de fachada para aplicar golpes em larga escala. Conforme a autoridade policial, o grupo prometia ganhos elevados a investidores, induzindo as vítimas a contrair empréstimos bancários e transferir os valores à organização.

Como tudo era organizado
Inicialmente, os repasses eram feitos conforme o combinado, incluindo uma quantia adicional. No entanto, após o pagamento das primeiras parcelas, os valores deixavam de ser depositados. As investigações começaram a partir do registro de boletins de ocorrência e da oitiva de testemunhas, incluindo ex-funcionários da empresa responsável por captar clientes interessados em supostos rendimentos financeiros.

Segundo a polícia, a captação ocorria inclusive por meio de dados obtidos em sistemas com informações disponíveis em portais da transparência. Grande parte das vítimas seria composta por servidores públicos, que tinham facilidade na contratação de empréstimos consignados.

 

Os presos permanecem à disposição da Justiça e devem responder pelos crimes investigados. A Polícia Civil informou que as diligências continuam para localizar os foragidos e aprofundar a apuração, inclusive com foco na recuperação de ativos.

 

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