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Paciente indígena aguarda transferência de Borba para Manaus há 12 dias

A paciente indígena munduruku Maria Leonor Marinho da Silva, de 68 anos, moradora de uma aldeia no Rio Canumã, área fronteiriça do município de Borba, aguarda há 12 dias transferência para Manaus para tratamento especializado. A família relata piora no quadro de saúde da idosa.

A filha da paciente, Marcilene Silva, informou que a mãe foi diagnosticada inicialmente com pneumonia e anemia, mas o quadro se agravou após o início do tratamento, levando à suspeita de problemas renais.

Marcilene relata que a família tenta há dias conseguir a transferência, mas ainda sem sucesso.

“Fizeram o tratamento certinho e começou a aparecer muito inchaço. E o inchaço não parou e está até agora. Uma das médicas falou que é problema no rim. Foram verificar e o rim da minha mãe está quase parado de um lado. Então ela encaminhou imediatamente minha mãe para Manaus”, disse.

A filha da paciente destacou que, além dos problemas renais e da pneumonia, a idosa possui outras condições de saúde que dificultam o tratamento no município.

“Ela precisa de quatro especialistas, sendo um médico do rim. Ela também é diabética e hipertensa. Precisa do médico do coração e também do pulmão. Já fizemos de tudo, já entramos em contato com o diretor, e ele só fala que não tem leito e que depende do sistema que tem que levar ela para Manaus”, afirmou.

Em nota, a Prefeitura de Borba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), informou que acompanha o caso e que a paciente recebe assistência na unidade hospitalar do município.

“Reafirmamos que a paciente em questão não está desamparada: todo o suporte clínico, medicação e monitoramento necessários para garantir sua estabilidade estão sendo oferecidos ininterruptamente em nossa unidade hospitalar”, diz o comunicado.

Sobre a transferência para Manaus, a secretaria informou que o pedido já foi registrado no sistema de regulação estadual (Sisreg), mas que a remoção depende do Estado, responsável pela disponibilização de UTI aérea.

“Como a transferência depende da disponibilidade de leitos na capital e de transporte aéreo (UTI móvel), sob responsabilidade do Governo do Amazonas (SES-AM), estamos em contato direto com os órgãos estaduais para acelerar esse processo e garantir a remoção o mais breve possível”, informou.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) para verificar o acompanhamento do caso e aguarda retorno. Também procurou a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) para esclarecimentos sobre a transferência da paciente. Assim que as secretarias se manifestarem, as respostas serão acrescentadas à matéria.

 

 

 

*Fonte: ACRITICA

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