Mundo – O papa Leão XIV será internado nesta terça-feira (13) para realizar uma cirurgia de remoção de um pequeno nódulo em um dos pulmões. A informação foi confirmada pelo Vaticano nesta segunda-feira (12). O horário da operação ainda não foi divulgado.
A alteração foi identificada durante um exame de rotina recente. No domingo (11), o pontífice, de 71 anos, informou que o nódulo estava “bem delimitado”. Segundo o Vaticano, a recuperação deverá durar cerca de uma semana.
Mesmo com a internação prevista para o dia seguinte, Leão XIV cumpriu uma agenda com sete reuniões na manhã de segunda-feira. Entre os compromissos, recebeu bispos da Argentina, da Nicarágua e dos Estados Unidos e conversou com integrantes de uma organização beneficente sediada em Roma.
Durante o encontro com os representantes da entidade, o papa falou com voz firme e clara e agradeceu pelo trabalho realizado. O cardeal canadense Gérald Lacroix também comentou a decisão do pontífice de tornar público o procedimento e afirmou que apreciou a transparência com que ele explicou a situação e pediu orações.

Retirada do nódulo
Nódulos pulmonares são pequenas lesões que podem ser benignas ou cancerosas. De acordo com a Sociedade Torácica dos Estados Unidos, menos de 5% dessas formações são malignas. A avaliação considera fatores como idade, tamanho do nódulo e histórico de tabagismo.
Federico Venuto, chefe de cirurgia torácica do Hospital Policlínico Umberto I, em Roma, explicou à Reuters que procedimentos desse tipo costumam ser realizados com técnicas minimamente invasivas. Em alguns casos, é utilizado um toracoscópio, tubo fino equipado com uma câmera. “A taxa de complicações é extremamente baixa”, declarou.
Celebração prevista para quarta-feira
O papa tem uma missa programada para a manhã de quarta-feira (14), na Praça de São Pedro, durante o encerramento de uma assembleia de bispos que dura uma semana. O Vaticano não informou se a celebração será mantida caso Leão XIV continue internado. Nesse cenário, um cardeal poderá presidir a cerimônia.
Quando o papa fica temporariamente incapacitado, os trabalhos administrativos do Vaticano continuam. No entanto, decisões que exigem aprovação direta do pontífice podem ser adiadas, já que não há um substituto que assuma integralmente suas funções durante períodos de doença.


