O pastor José Nilmar Alves de Oliveira, ex-presidente da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam), foi colocado em liberdade provisória após pagar R$ 4 mil de fiança. Ele havia sido preso em flagrante durante uma ação da Polícia Federal em Manaus.
A prisão ocorreu na quinta-feira (24), durante a Operação Combustão, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possíveis irregularidades relacionadas ao financiamento eleitoral. Durante o cumprimento de mandado de busca, os agentes encontraram na residência do pastor duas pistolas calibre 9 milímetros e 82 munições.

De acordo com informações da investigação, um relatório de inteligência financeira apontou movimentações envolvendo recursos da Aadesam e empresas ligadas a Valber José Prado Marques. Uma dessas empresas teria posteriormente realizado uma transferência para uma conta atribuída a José Nilmar. A movimentação é analisada pelos investigadores como possível indício de desvio de recursos.
A apuração também cita movimentações de aproximadamente R$ 831 mil realizadas por Hiago Dias Costa, apontado como administrador financeiro da campanha de José Nilmar em 2022. Segundo a investigação, os valores seriam incompatíveis com a renda declarada e levantaram suspeitas sobre possível irregularidade eleitoral.
Ao todo, a Operação Combustão cumpriu seis mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de mais de R$ 17 milhões em bens e valores relacionados à investigação.
Após a audiência de custódia, a prisão em flagrante foi homologada, mas não houve conversão em prisão preventiva. Com o pagamento da fiança e o cumprimento das medidas determinadas pela Justiça, foi concedida a liberdade provisória.
As investigações continuam para esclarecer a origem e o destino dos recursos e verificar a eventual participação dos investigados nas irregularidades apuradas.
*Fonte: CM7 BRASIL


