A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), deflagrou, nesta sexta-feira (20/02), a Operação Erga Omnes, que resultou na desarticulação de uma organização criminosa investigada por atuação estruturada nos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional.

A operação conta com o apoio integrado de forças de segurança dos estados do Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Piauí, em razão do alcance interestadual das movimentações financeiras e das conexões operacionais identificadas ao longo das investigações.
As apurações tiveram início após uma apreensão de grande porte realizada em ação policial anterior, ocasião em que foram localizados mais de 500 tabletes de entorpecentes do tipo maconha skunk, sete fuzis de uso restrito, duas embarcações utilizadas no transporte da droga, um veículo utilitário empregado na logística terrestre, além de aparelhos celulares. Um dos envolvidos foi preso em flagrante na ocasião.
A partir desse fato, foi instaurado inquérito policial com o objetivo de identificar a cadeia de comando, os operadores logísticos, os financiadores e os colaboradores do esquema criminoso. As diligências apontaram que o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas e estruturação em núcleos operacional, financeiro e de apoio logístico.
Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava rotas fluviais e terrestres para o transporte de entorpecentes, bem como veículos alugados em nome de terceiros, com o intuito de dificultar o rastreamento pelas autoridades. Também foi identificado o uso de empresas formalmente registradas nos ramos de transporte e locação, com indícios de funcionamento apenas documental, utilizadas para a movimentação e ocultação de valores de origem ilícita.
Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações bancárias atípicas de elevado valor, com transferências entre investigados, empresas vinculadas ao grupo e pessoas situadas em diversos estados da federação. As análises indicam incompatibilidade entre o volume financeiro movimentado e a capacidade econômica declarada pelos envolvidos.


