A prisão de seis professores de jiu-jítsu no Amazonas, investigados por suspeita de crimes sexuais contra alunos em um período inferior a dois anos, reacendeu o debate sobre a necessidade de reforçar medidas de proteção em academias, clubes e projetos esportivos. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (22), chama atenção para a importância da prevenção e da criação de ambientes seguros para crianças e adolescentes.

Embora os casos envolvam profissionais da mesma modalidade esportiva, especialistas alertam que o problema não se restringe ao jiu-jítsu. Nos últimos anos, denúncias semelhantes também foram registradas em outras modalidades, como natação, futebol e ginástica, evidenciando que a violência pode ocorrer em diferentes espaços esportivos quando não há mecanismos eficazes de prevenção.
Segundo especialistas em proteção à infância, a relação de confiança entre treinadores, alunos e familiares pode dificultar a denúncia dos crimes. Medo, vergonha, dependência emocional e o receio de prejudicar a carreira esportiva fazem com que muitas vítimas permaneçam em silêncio durante anos, contribuindo para a subnotificação desse tipo de violência.
Os episódios também colocam em evidência a responsabilidade de academias, clubes, federações e projetos sociais na adoção de protocolos de segurança. Entre as medidas defendidas estão a criação de códigos de conduta, canais internos de denúncia, capacitação permanente de profissionais, acompanhamento rigoroso de qualquer suspeita e maior participação das famílias na rotina esportiva dos alunos.


