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TSE retoma amanhã com 3×1 por Bolsonaro inelegível; maioria absolve vice.

 FOTO IMAGEM TSE

 

Com 3 votos a 1 para tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível por oito anos, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) suspendeu o julgamento e retomará a sessão amanhã, ao meio-dia, com transmissão do UOL. Ainda faltam os votos de três ministros, mas a maioria já decidiu por absolver o candidato a vice de Bolsonaro, o general Walter Souza Braga Netto (PL).

Como foi o julgamento: A votação foi retomada com a posição de Raul Araújo, que durou cerca de 1h40. Ele foi contra o relator da ação, Benedito Gonçalves, e votou por absolver Bolsonaro. Araújo vinha sendo pressionado por bolsonaristas a suspender a discussão com um pedido de vista, o que poderia adiar o processo por 30 ou até 60 dias.

Alguns dos ministros chegaram a interromper Raul para contestar as citações dele à minuta golpista. No início do voto, ele se manifestou contra a inclusão do documento encontrado na casa do ex-ministro Anderson Torres. Os integrantes da Corte afirmaram que o “foco” do julgamento foi a reunião convocada por Bolsonaro com embaixadores estrangeiros. Nela, o então presidente, atacou, sem provas, a credibilidade do sistema eleitoral. O encontro foi transmitido pela estatal TV Brasil.

Terceiro a votar, Floriano de Azevedo Marques Neto seguiu o relator e apontou intenções eleitoreiras de Bolsonaro ao convocar a reunião. Rebatendo Raul, o ministro relembrou a cassação do ex-deputado Fernando Francischini para defender a inelegibilidade do ex-presidente e disse que ter um entendimento contrário neste caso seria dar uma “pirueta”.

Floriano também afirmou que não é porque Bolsonaro não teve êxito em desincentivar eleitores a votar que não se caracteriza a gravidade de suas declarações. “Nós estamos analisando o evento e as intenções do agente no evento. Se ele mal sucedeu nessa estratégia não é uma questão relevante (…) Uma pessoa pode ser terraplanista, fazer parte de clube da borda infinita, mas não pode pregar isso como professor em escola pública.”.

Último a votar hoje, o ministro André Ramos Tavares também seguiu o relator. Ele entendeu que Bolsonaro “promoveu impulsionamento de sua própria candidatura, manipulando a realidade para sua base eleitor.

A votação será retomada amanhã na seguinte ordem: Cármen Lúcia, Nunes Marques e, por último, o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE.

Benedito votou na terça-feira para condenar Bolsonaro. Ele entendeu que o político foi “integral e pessoalmente” responsável pela concepção intelectual e realização da reunião.

 

Fonte: UOL

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